Abelissauro - O dinossauro da Chapada dos Guimarães
Um dos mais novos dinossauros carnívoros gigante é brasileiro. Com sete metros de comprimento por quase três de altura, o predador brutamontes foi desenterrado na região onde hoje fica a Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso. Viveu ali há 80 milhões de anos, durante o período Cretáceo, e entrou para a lista das maiores e mais temidas feras de todos os tempos. Trata-se do Pycnonemosaurus nevesi, apelidado de “Grande Caçador”, encontrado na Chapada dos Guimarães (MT) há mais de 50 anos e esquecido no Rio de Janeiro até 2000. Era um dinossauro do grupo dos abelissauros, grandes predadores também encontrados na Argentina e na África, e viveu há mais de 80 milhões de anos. O “Grande Caçador” devia ter entre 7 e 8 metros de comprimento, 3 metros de altura e pesar mais de 2 toneladas.

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Em Chapada dos Guimarães, na face Sul dos paredões, existe um mirante natural que dá vista para a imensa planície pantaneira e também de onde se avista Cuiabá, a Capital de Mato Grosso. Neste mirante existe um marco geodésico e muitas pessoas sempre acreditaram que este local seria o 'centro geodésico da América do Sul', porém trata-se apenas de um marco de altitude e complementa o antigo marco localizado em Cuiabá, o qual é, segundo geógrafos, o marco exato do centro da América do Sul.
O circuito de cachoeiras do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães é também conhecido como caminho das águas, circuito das águas ou 7 cachoeiras. Começou a ser frequentada por turistas e para lazer no início da década de 1980, quando houveram iniciativas governamentais para o incentivo do turismo e definição de áreas de interesse turístico. Naquela época chegaram em Chapada dos Guimarães diversos místicos de todo o mundo, dizendo ser este (a Chapada) um dos lugares beneficiados por energias cósmicas.
Os fundamentos históricos de Chapada dos Guimarães são contemporâneos aos de Cuiabá. Em 1726, o Capitão General da Capitania de São Paulo, Dom Rodrigo Cesar de Menezes, cedeu, através de carta de sesmaria, uma extensa área de terras a Antonio de Almeida Lara. Almeida Lara era sorocabano e tinha a patente de tenente coronel. A sesmaria denominava-se Buriti Monjolinho e a sede foi edificada no lugar onde se encontra atualmente a Escola Evangélica de Buriti. O sesmeiro dotou a propriedade de engenho de cana-de-açúcar e, a seu mando, inúmeros escravos deitaram sementes de cereais em terras chapadenses. Antônio de Almeida Lara abriu a sua fazenda em 1722, no entanto, havia chegado a Cuiabá em 1719 numa das levas de bandeirantes pioneiros.