Caverna Aroe Jari e Lagoa Azul – Chapada dos Guimarães

A mais extensa caverna de arenito do Brasil, com cerca de 1.550 metros, e uma das mais belas cenicamente. Fica localizada a 46 km de Chapada dos Guimarães, no sentido Chapada-Campo Verde, na fazenda Água Fria. No entorno da caverna existe um ecossistema bastante especial que está preservado, com cerrado baixo, veredas e nascentes de água. Um passeio é desenvolvido para a visitação e é imprescindível ter acompanhamento de um guia de turismo.

Leia a seguir parte do trabalho de Leonardo Borghi e Márcio Ivan Carvalho Moreira, intitulado ‘Caverna Aroe Jari – Chapada dos Guimarães’.

A caverna Aroe Jari encontra-se no domínio fisiográfico da Chapada dos Guimarães e no domínio geológico da bacia sedimentar do Paraná. Este sítio possui importância geológica por conter significativas exposições das formações Alto Garças e Vila Maria, para quais os autores propõem respectivamente um lectoestratótipo e um paraestratótipo; importância geomorfológica por tratar-se de cavernas em arenitos, o que raramente se observa no modelado do relevo; importância paleontológica por conter riqueza icnofossilífera; e, por fim, espeleológica por tratar-se de uma caverna em rochas sedimentares siliciclásticas, fato incomum.

Além dessa caverna, outras ocorrem nas proximidades, tais como a do Lago Azul, que apresenta um espelho de águas cristalinas (azuis), e a Kiogo Brado, constituindo um sistema de cavernas das quais a Aroe Jari é a mais renomada. Essas outras cavernas também merecem tratamento no contexto do sítio. Apenas as cavernas Aroe Jari e a Kiogo Brado são cadastradas pela SBE – Sociedade Brasileira de Espeleologia –  respectivamente sob os números SBE MT-038 e SBE MT-037.

Em termos de ocupação humana, a caverna Aroe Jari (também conhecida como Gruta das Almas ou Caverna do Francês) pode ter sido freqüentada em diversos momentos por indígenas, desde tempos pré-históricos. Entretanto, o único registro físico dessa ocupação são cemitérios mais recentes dos índios Bororo e Caiapó, que habitavam a Chapada dos Guimarães quando da colonização da região pelo europeu. Diversos relatos populares fazem crer que essa e as demais cavernas fossem conhecidas desde o final do século passado por tropeiros e habitantes locais. Todavia, os primeiros relatos científicos podem ser atribuídos ao espeleólogo Ramis Bucair, que a teria visitado no início da década de 70, segundo trabalhos de Maria Lúcia Pardi sobre sítios arqueológicos da Chapada dos Guimarães. Em meados da década de 80, Tércio Soares Barreto relata o mapeamento e topografação detalhados da caverna realizados pela SBE. (Mattos, 1999).

Para ler o trabalho completo, acesse http://www.unb.br/ig/sigep/sitio030/sitio030.pdf

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